COMO, a tranquilidade e a beleza de uma cidade italiana...



Das cidades que visitei nesta última viagem além fronteiras, Como foi sem dúvida escolhida um pouco por mero acaso. Ou talvez não! Talvez tenha chegado até mim para ter a oportunidade de a explorar e de a dar conhecer.
Assim, numa das visitas ao Instagram e depois de passar os olhos repentinamente por uma fotografia do Lago de Como, a curiosidade sobre a sua localização fez despertar uma vontade de conhecer aquela cidade e toda a sua zona envolvente. Numa leitura rápida, em diagonal, Como é uma das muitas cidades que vivem na margem de um dos maiores lagos artificiais da Europa. Um lago formado pela neve que se vai derretendo oriunda dos Alpes Suíços, mesmo ali ao lado. Toda esta beleza imaginária me aguçou a ideia de colocar esta cidade no roteiro.
Milão serviria de ponto de partida para, através de comboio numa viagem rápida (cerca de 45 min), me fazer transportar até a um pedaço de Itália de beleza rara e única. Os dias anteriores tinham sido a percorrer as ruas de Milão, como já dei a conhecer neste post.
A zona de Como seria o contraste perfeito entre o movimento e a calmaria, entre o turismo arrebatador e o quase inexistente.
Bem cedo se começa o dia, e aquela segunda-feira não se fez diferente. Com partida da Estação Central de Milão com destino a Como, fez-se uma paragem em Monza para troca de comboio. Viagem tranquila em comboio dito regional onde até o transfer se fez sem quaisquer complicações e corridas contra o tempo. Itália apresenta uma rede ferroviária bastante boa e organizada. Nesta última viagem pôde comprovar isso mesmo.
Um dia, apenas um dia foi o tempo que reservei para explorar toda aquela zona, desde o lago (ou parte dele), a subida de teleférico até ao miradouro lá bem no cimo da montanha, assim como a cidade de Como. Mal tinha descido do comboio já me tinha arrependido por ter apenas dado um dia para Como me mostrar do que era capaz. Fiquei rendida e encantada com tamanho namoro. Um dia é muito pouco, três seria o ideal.
A ideia de explorar o lago de barco assim como a subida lá bem ao cimo, ficou para mais tarde. Quem sabe num futuro próximo.




Com o bilhete de regresso do comboio às 19h30m, era tempo de me fazer à cidade. Tranquila, pitoresca e com uma arquitectura bem sua, alguns prédios a darem um toque suíço como ar de sua graça. Percebe-se que a fronteira com a Suiça é já ali a poucos quilómetros, principalmente nalguns pontos de arquitectura.
Como, tem um centro histórico que permite passeios pedonais. A acompanhar os prédios amarelos ou alaranjados, assim como cinzas e brancos. As lojas de artesanato e de doces tradicionais fazem as delicias de quem por ali passa. Esplanadas que convidam a sentar e a petiscar algo rápido ou somente a apreciar um bom expresso acompanhado de um biscoito de amaretto (sublinho que o amaretto de pistácio é de bradar as céus).





Envolvida pela montanha de um lado e pelo lago do outro, Como vive não de um turismo em massa mas de um turista requintado e que procura a paz e serenidade. Oferece parques verdes e jardins verdejantes que casam com as águas que albergam uma pequena marina para pequenas embarcações particulares. Sobre as encostas, casas e palacetes, talvez algumas dos donos daquelas mesmas embarcações.
Um dia regresso ... é o pensamento que me acompanha enquanto subo a escadaria que me leva de volta à estação e ao comboio que me permite regressar a Milão. Um dia voltarei para explorar o lago e as suas margens, as cidades e toda a vida e história que por lá se faz.
Apesar do atraso de trinta minutos, Milão me aguardava para de lá, bem cedo no dia seguinte, continuar a aventura. Desta vez o próximo de destino será Veneza. (num próximo post).

Até lá, desfrutem de Como e quando forem a Itália não deixem de visitar.






 

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